sábado, dezembro 26, 2009

"AUTO DA GAMELA" no Natal da Cidade - Vit. da Conquista

Ainda pela programação do Natal da Cidade em Vitória da Conquista, a Finos Trapos apresenta "Auto da Gamela", na Praça Barão do Rio Branco, palco principal, 19:30h, gratuitamente.
Serviço
espetáculo AUTO DA GAMELA, onde PRAÇA BARÃO DO RIO BRANCO quando SÁBADO 26/12/2009 horário 19:30H quanto GRATUITO

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Gennesius em Vitória da Conquista

De 19 a 23 de dezembro de 2009 a Finos Trapos leva à cena "Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor" em Vitória da Conquista, cidade natal do coletivo. Sempre às 19h, o espetáculo está sendo realizado na sala anexa à casa da Terceira Idade, (Praça Tancredo Neves). O espetáculo é oferecido numa parceria com o "Natal da Cidade 2009", evento promovido pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. Entrada franca com senhas distribuídas a partir das 18h.
SERVIÇO

O quê? Espetáculo "Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor" Onde? Em Vitória da Conquista, Casa da Terceira Idade, Praça Tancredo Neves Quando? De 19 a 23 de dezembro de 2009. Horário? 19h Quanto? Entrada franca com senhas distribuídas a partir das 18h

terça-feira, dezembro 08, 2009

Última semana para assistir Gennesius...

Novo espetáculo do grupo Finos Trapos em cartaz em Salvador até domingo
Este ano, o público de Salvador tem até este domingo (13/12) para assistir Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor, quinto espetáculo do repertório do Grupo de Teatro Finos Trapos. Ainda este mês, o grupo leva a nova montagem para sua cidade natal, Vitória da Conquista.
O espetáculo reflete sobre a constituição do artista sertanejo por meio da história de Genésio, desde a sua infância no pequeno vilarejo de Arrelia até a sua chegada à cidade de Meca. Ao longo de sua trajetória, o jovem acumula experiências como brincante, palhaço de circo, acrobata, ator... até ser levado a conhecer a metrópole e seus desafios.
A montagem é inspirada no universo circense, na tradição popular rural do sertão baiano e nas relações de identidade travadas entre interior e capital. Gennesius... está sendo encenado na Sala de Ensaios Emília Biancardi do Espaço Xisto Bahia (Barris) e, por conta disso, comporta público de apenas 34 pessoas a cada encenação. O projeto conta com financiamento da Fundação Nacional das Artes (Funarte), através do Ministério da Cultura, Governo Federal.
Fotos de Divulgação: Jade Prado, Ana Fernanda e Évelin Corrêa

“Oferecemos Gennesius como uma homenagem a todos os artistas de teatro”

Diretor Roberto de Abreu fala sobre a nova montagem
Beto, fale um pouco sobre Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor.
Gennesius... foi feito em torno de uma pesquisa muito extensa e delicada - muito extensa de tempo e muito extensa por terem muitas pessoas envolvidas, muitos colaboradores e amigos. É um espetáculo que traduz muito a fase que nós do grupo como artistas cênicos nordestinos, brasileiros, baianos, estamos passando. Por tudo isso, nós oferecemos Gennesius como uma homenagem a todos os artistas de teatro.
Nossa expectativa é conseguir tocar a delicadeza e a doçura das pessoas, através das imagens que usamos para falar desse artista nordestino, que na verdade é um arquétipo de todos nós artistas de teatro brasileiros e do mundo: falamos do local para tentar atingir o arquétipo do artista cênico e retratar todas as inquietações que o artista passa. Como são poucas pessoas na platéia, isso sem dúvida potencializa esse contato mais próximo, mais íntimo e singular com o público.
Como foi este processo de criação, o mais longo de todas as peças do repertório do Grupo Finos Trapos?
Talvez esse processo tenha começado no final de 2007, quando fizemos em Conquista uma oficina de quase dois meses de duração para os artistas de teatro da cidade. Lá a gente começou a pensar o que era o fazer artístico dentro da Bahia. Como é ser artista de teatro no sertão baiano? Foi a partir dessa inquietação que o espetáculo surgiu. De maneira sistematizada, a gente começou a trabalhar no espetáculo em março de 2008, então foram um ano e oito meses de pesquisa até esse resultado.
O processo de criação é colaborativo , ou seja, a gente tem uma democratização do discurso durante todo o processo, todo mundo opta e dá suas opiniões sobre o que é o fazer artístico - e isso já é uma cara do grupo, a gente sempre faz processo de criação com esta envergadura. Também contamos com a presença de muita gente boa e bacana, e isso deixa o grupo muito feliz.
O que é que tem de você em Genésio?
Ai... tem de mim e de todos nós. A história de Genésio foi construída a partir das nossas memórias e das biografias de artistas de teatro nordestinos, então sem dúvida Genésio memórias de todos nós, artistas do Finos. Mas de mim, talvez, a doçura ardente e agressiva em determinados momentos. Eu me identifico com esse Genésio, que é doce, mas ao mesmo tempo inquietante e destemido. Esta cara de Genésio me agrada muito.
Você tem alguma cena preferida?
Tem algumas que eu gosto muito - de umas, pela solução imagética, de outras pelo próprio discurso da cena. Pra mim, é marcante a cena do parto, que abre o espetáculo. É uma cena com soluções muito interessantes do ponto de visto cênico e do ponto de vista do discurso, porque Genésio nasce morto, ele não nasce com brio, ele nasce de uma flor morta, que é uma metáfora que me interessa muito.
E quais os projetos futuros do grupo?
Nosso desejo agora é de enveredar por um grande clássico do teatro e tentar dar a ele a nossa cara. Então, nosso próximo projeto é montar Bodas de Sangue, de Garcia Lorca. E, além disso, há o projeto de residência artística no Espaço Xisto Bahia, que a gente quer continuar. Devemos retomar as atividades interrompidas por conta do espetáculo: leituras dramáticas, mesas redondas, ciclo de debates... aguardem! (risos)

quinta-feira, novembro 26, 2009

Algumas Imagens Gennesianas

De quinta a domingo, 19h, Espaço Xisto.
Gennesius é o quinto espetáculo de repertório. São apenas 34 espectadores por sessão.
Prêmio Myrian Muniz de Teatro FUNARTE 2008 / Finalista Prêmio Luso Brasileiro de Dramaturgia 2008
Serviço
O quê: Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor
Quando: 19 de novembro a 13 de dezembro, de quinta a domingo, às 19h (temporada)
Onde: Espaço Xisto Bahia (Barris)
Ingressos: R$ 10 (inteira - temporada)

segunda-feira, novembro 02, 2009

3... 2... 1....

O Grupo de Teatro Finos Trapos está em clima de contagem regressiva: acontece neste quinta, 19/11, a estréia de Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor, quinto espetáculo do repertório do Grupo de Vitória da Conquista. No palco, a história de Genésio, artista sertanejo que, ao longo de sua trajetória, acumula experiências como brincante, palhaço de circo, acrobata, ator... até ser levado a conhecer a metrópole e seus desafios.

Resultado de dois anos de pesquisa, a montagem é inspirada no universo circense, na tradição popular rural do sertão baiano e nas relações de identidade travadas entre interior e capital. Gennesius... será encenada na Sala de Ensaios Emília Biancardi do Espaço Xisto Bahia (Barris) e, por conta disso, comporta público de apenas 34 pessoas a cada encenação.
O espetáculo estréia em 19 de novembro e fica em cartaz até 13 de dezembro - sempre de quinta a domingo, às 19h. O projeto conta com financiamento da Fundação Nacional das Artes (Funarte), através do Ministério da Cultura, Governo Federal.
Serviço

O quê: Gennesius - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor Quando: 19 de novembro a 13 de dezembro, de quinta a domingo, às 19h (temporada) Onde: Espaço Xisto Bahia (Barris) Ingressos: R$ 10 (inteira - temporada)

quarta-feira, outubro 21, 2009

Finos Trapos no FIAC

O Grupo de Teatro Finos Trapos anuncia que estará participando da 2º Edição do FIAC (Festival Internacional de Artes Cênicas) . O Festival começa na próxima sexta-feira dia 23 de Outubro e vai até o dia 31. A programação está muito bacana, além dos espetáculos terão OFICINAS e PALESTRAS também... A FINOS fará duas apresentações do AUTO DA GAMELA, um dos nossos espetáculos de repertório que fora premiado pelo Prêmio Braskem em 2007. Anotem aí na agenda os dias em que estaremos "FINANDO NO FIAC":
Dia 26 de Outubro (Segunda-feira)
Onde: Teatro da Aliança Francesa (Ladeira da Barra)
Que horas: 18 horas
Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00
Dia 29 de Outubro (Quinta-Feira)
Onde: Espaço Cultural Plataforma (Alagados)
Que horas: 20 horas
ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00
Lembrem-se que serão em horários diferentes, a apresentação de segunda será às 18hs e a de quinta no horário dito "padrão", às 20hs.
Contamos com a presença de todos!
Os finéfilos de plantão e os que por ventura ainda não conhecem o nosso trabalho.
Vai ser um prazer recebê-los mais uma vez!
Sintam-se abraçados e bem-vindos!
Os Finos
Mês que vem tem "GENNÉSIUS" viu gente!?!

terça-feira, setembro 01, 2009

FINOS no FILTE

FINOSTRAPOS anuncia sua participação na 2º Edição do Festival Latino Americano

Na próxima semana (dias 09 e 10 de setembro / quarta e quinta), o espetáculo SAGRADA FOLIA será exibido na Sala do Coro do Teatro Castro Alves pela programação do FILTE.

Contamos com sua FINA presença!
O quê: SAGRADA FOLIA no FILTE
Quando: Dias 09 e 10 de setembro (QUARTA e QUINTA)
Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Horário: 18hs
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,oo (meia entrada)

domingo, junho 28, 2009

DEFESA DE MESTRADO - Roberto de Abreu

Amigos queridos,
Defesa da Dissertação de Mestrado. Todos convidados.
Entre outros temas o trabalho trata de: TEATRO DE GRUPO, CRIAÇÃO COLABORATIVA. Aos interessados, e aos amigos nem tão interessados assim mas que queiram compartilhar dessa celebração, desse rito de passagem.
Dia 07 de julho de 2009 (terça)
14h
Teatro Martim Gonçalves
Escola de Teatro UFBA
Com mostra de cena, participação especial da Finos Trapos. Cafezinho sertanejo, conquistense será servido depois do ritual.
Abraço terno,
Roberto de Abreu

domingo, maio 31, 2009

LEITURA DRAMÁTICA DE "GENNESIUS - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor"

Na última semana a Finos Trapos esteve reunida em sala de ensaio para realizar a leitura dramática do texto de seu quinto, e novo, espetáculo de repertório "GENNESIUS - Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor". O espetáculo acaba de ser contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro, Fundação Nacional de Arte, Ministério da Cultura, Governo Federal, e terá estréia em novembro de 2009, em Salvador, no Teatro Xisto Bahia, seguindo temporada em dezembro de 2009 em Vitória da Conquista.
O espetáculo narra a biografia ficcional de um ator sertanejo do interior baiano. Tem como inspiração a discussão dos conceitos de identidade e memória, numa pesquisa da Finos que adensa suas experimentações no universo sertanejo e metalinguístico.

quarta-feira, abril 22, 2009

BOAS NOTÍCIAS - PRÊMIO FUNARTE MYRIAM MUNIZ

O Grupo Finos Trapos está em festa comemorando o resultado do prêmio Myriam Muniz da FUNARTE, que finalmente, depois de meses de atraso, foi publicado. O prêmio financiará a montagem do quinto espetáculo de repertório do grupo.
"Baús, Monturos e Matulões", nome que havia sido dado provisoriamente ao espetáculo, e que agora se chamará "GENNÉSIUS - Histriônica Epopéia em Flor", estreará dia 31 de julho de 2009, no Teatro Xisto Bahia, nos Barris. Ficará um mês em cartaz e voltará em temporada em Vitória da Conquista no mês de dezembro de 2009.
O espetáculo conta com a direção de Roberto de Abreu (prêmio Braskem de melhor direção 2007), cenário de Yoshi Aguiar, figurino de Nei Lima, e no elenco: Frank Magalhães, Polis Nunes, Ricardo Fraga, Shirley Ferreira e Yoshi Aguiar.
A Casa da Cultura de Vitória da Conquista, mais uma vez está em parceria com as atividades da Finos Trapos no desenvolvimento deste projeto.
Confira a lista dos projetos contemplados:
http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/download/ano08/premiadosMM2008.pdf

segunda-feira, março 30, 2009

LAMENTAÇÕES!

É com muito pesar que a Finos Trapos lamenta o cancelamento de mais um final de semana de sua temporada.
A Finos pede desculpas ao seu público, às pessoas que se deslocaram de suas casas até os Barris neste fim de semana (28 e 29 de março de 2009) para assitir a SAGRADA FOLIA, e AUTO DA GAMELA.
Queremos, no entanto, ratificar e publicizar que a decisão de cancelamento das pautas desta temporada NÃO FORAM RESPONSABILIDADE DA FINOS TRAPOS. Ambos cancelamentos (dias 21, 22, 28, 29 de março) foram decisões alheias a qualquer posição da Finos, e tomadas tanto pela administração do Espaço Xisto Bahia quanto pela Fundação Cultural do Estado, que alegaram motivos diversos para tais cancelamentos: o fatídico defeito do aparelho de ar condicionado (21 e 22 de março); e a suscetibilidade do teatro com a falta de vigilância resultante do movimento grevista da categoria (28 e 29 de março).
A Finos lamenta os últimos acontecimentos, agradece a compreensão daqueles que se prejudicaram com o deslocamento até o teatro nas referidas datas, e reafirma junto a seu público o comprometimento, responsabilidade e clareza que sempre foram bandeiras levantadas pela Finos em seus 06 anos de trabalho.
Aos interessados seguem dois artigos escritos pelos membros da Finos - Polis Nunes e Francisco André - sobre os últimos acontecimentos, que traduzem a sensação da Finos sobre o desemparo e fragilidade a que estão submetidos os artistas cênicos baianos com a falta de infra-estrutura e posicionamentos mais respeitosos por parte dos órgãos públicos. Leiam, comentem, contribuam.
GRUPO FINOS TRAPOS, março de 2009

ARTIGO DE POLIS NUNES (membro da Finos) - sobre o cancelamento da temporada no Teatro Xisto Bahia nos dias 28 e 29 de março de 2009

“Não sou eu quem repete essa história, ESSA história é que adora uma repetição...”

Pois é!

Não sou eu, são os “outros”, eu ao contrário faço os meus esforços, eu e os meus companheiros de labuta, de ideologia, de palco, de atuação dentro e fora do espaço dito cênico, pois nossa luta constante se constitui principalmente fora da “cena” para que justamente possamos concretizar nossas ações dentro da “cena”.

FOMOS IMPEDIDOS!

Pela segunda vez, por duas semanas seguidas, sentimentos de angústia e decepção tomaram conta dos integrantes do Grupo de Teatro Finos Trapos.

Dani, Daisy, Chico, Yoshi, Frank, Roberto, Shirley, Ricardo, Évelin, Ian e Eu, estamos assim, desajustados, tentando entender, procurando responder às questões que nós mesmos fazemos uns aos outros. Por quê?

Estamos findando o mês de março, mês em que comemoramos o dia do teatro e do circo, mês em que de certa maneira, nós, artistas, estamos mais abertos, e porque não, mais conscientes, ativos, participativos dos debates, das rodas de conversa, em meio à “conflitos” que ano a ano explodem em meio às datas comemorativas mais importantes para nós, pois paralelo ao fato de comemorar, também reavivamos a nossa vocação de guerreiros, sindicalistas, lutadores sociais, defensores de causas, partidários da nossa arte.

Para a Finos Trapos, esse março de 2009 vai entrar para a história, em quase seis anos de trabalho de Grupo, mais de uma década de trabalho de muitos dos membros que integram o Grupo, que vivem, ou tentam viver, de teatro, foi a primeira vez em que o espetáculo simplesmente não aconteceu, contrariando o verso da música, “o espetáculo não pode parar”, o nosso público não está nem cansado de esperar, está cansado de justificativas, de coincidências infelizes.

A primeira edição do FINOREPERTÓRIO, ação que integra o Projeto Finos Trapos Abrigo e Morada, Projeto de Residência Artística do Grupo no Espaço Xisto Bahia, fracassou.

Essa é de fato uma palavra forte, negativa, pesada, mas no momento, pra mim, não há outra para definir. Falo como produtora da ação, como um dos membros responsáveis em fazer a ação acontecer, fracassou, não deu certo. Pra consolo resta dizer: fica para uma próxima edição.

Que vergonha, que lástima, que tristeza.

Estou indignada, mediante a falta de ação de muitos, mediante a atitudes covardes e passivas. É definitivamente um absurdo ouvir de uma instância de administração de um espaço público, pertencente ao Estado, que uma casa de espetáculos fecha as suas portas em pleno final de semana em virtude de uma greve de funcionários terceirizados, mediante uma ameaça de piquete por parte destes, objetivando impedir uma Instituição de funcionar, Instituição esta que não “precisa necessariamente” destes funcionários para poder funcionar, a prova mais explícita disso, está na realização de espetáculos nessa mesma casa nos dias de quinta e sexta-feira antecedentes ao fato, e também mediante ao funcionamento normal da outra casa de espetáculos, também pertencente ao Estado, também guardada por esta mesma classe de trabalhadores que se encontram em movimento grevista.

O que seria isso?

O que explica?

O que justifica isso?

Na semana passada, dias 21 e 22 de março, a programação do Espaço Xisto foi interrompida mediante uma danificação do aparelho de ar-condicionado que refrigera todo o Complexo dos Barris, Teatro, Biblioteca, Salas de Cinema e Galeria de Arte.

O problema não pode ser resolvido a tempo, as edições do espetáculo Sagrada Folia foram canceladas, bem como a edição de um outro espetáculo que se realizaria no domingo pela manhã. No sábado, dia em que o problema foi detectado, o espetáculo da tarde, o infantil DIA DE CIRCO do Grupo VIAPALCO, foi realizado sem a refrigeração necessária, pois o público já estava presente na casa quando foi avaliado que o problema não tinha como ser resolvido naquele dia, no domingo este mesmo Grupo, cobriu a pauta do dia com a realização de um outro espetáculo, um monólogo, onde acredito que utilizasse um número menor de refletores para a execução das cenas, visto que a grande questão do impedimento da realização dos espetáculos ocorreu por conta de que a refrigeração do espaço é condição fundamental para o uso do equipamento de iluminação que proporciona altas temperaturas no espaço, necessitando assim do uso do ar-condicionado.

Uma questão técnica!

Assim entendemos o problema apesar de aproveitarmos tal ocorrido, para criticarmos o sucateamento dos espaços públicos, a falta de manutenção, o descaso. Que o diga o artigo do amigo Chico, publicado semana passada em seu blog pessoal, artigo o qual assino embaixo.

É sabido que o Espaço Xisto, e dizemos isso não só por que convivemos no espaço há pouco mais de seis meses como Grupo Residente, mas também como público que o freqüenta, necessita de algumas intervenções físicas, de uma reforma, de ajustes para que possa oferecer condições de trabalho mais justas para os profissionais que atuam naquela casa.

Naquele sábado voltamos para casa, apesar de desajustados, estávamos cientes de que aquela era uma providência administrativa, “correta” para a ocasião, que acarretou prejuízos para nós, para as outras apresentações agendadas, mas que não tínhamos como colocar em risco, o bem-estar físico do nosso público, a nossa integridade física também, que estaríamos ali trabalhando, naquilo que a gente mais gosta de fazer, sendo felizes e fazendo muita gente feliz.

Passou!

A semana começou e retornamos ao trabalho, às aulas, às nossas atividades cotidianas que correspondiam também ao fato de divulgar o reajuste das datas, de informar ao público que no próximo final de semana realizaríamos no sábado uma edição do espetáculo SAGRADA FOLIA e no domingo, uma edição do espetáculo AUTO DA GAMELA.

Estávamos felizes, pois encontramos uma forma de contemplar o FINOREPERTÓRIO mesmo mediante ao ocorrido no fim de semana, mesmo os espetáculos realizando apenas uma edição cada um ao invés de duas como fora planejado. E seguimos a semana gastando dedos e saliva, divulgando via internet e no boca a boca, usando e abusando do nosso discurso de “vendedores” da nossa arte.

Hoje, ou melhor, sábado e domingo, tem espetáculo???

Tem sim senhor!!!

O Grupo e a produção entenderam da melhor maneira possível, que problemas técnicos de toda natureza acontecem, na hora que tem que acontecer e que nem sempre é confortável para todo mundo, como não foi para nós não poder realizar SAGRADA FOLIA naquele sábado e domingo. Mas...

Mais uma vez, FOMOS IMPEDIDOS!

Pelo motivo já citado acima, e por esse motivo, e justamente por ter acontecido o que aconteceu nos dias 21 e 22, entendemos que essa Instituição não podia de jeito nenhum, ter nos impedido de trabalhar neste fim de semana, e por isso, entendo tal atitude como covarde, como falta de interesse em buscar outras maneiras para resolver o já referido problema, como solução confortável, não-polêmica e “justa” se é que podemos assim classificar, para apenas uma das partes.

Não aceito!

Repudio tal atitude, taco ovos e tomates, profiro vaias, derramo lágrimas de decepção e revolta.

Classifico isso como a mais completa falta de respeito para com os artistas, não só os envolvidos, não só com os integrantes do Grupo Finos Trapos e do Grupo Via Palco, mas desrespeito a uma classe de trabalhadores que luta constantemente por espaço, por condições decentes de trabalho, por valorização da profissão, por mercado, por tantas outras reivindicações.

Estou cansada de aceitar, de ser conivente com atitudes como essas! Exijo respeito, diálogo para resolver questões dessa natureza, a Administração do Espaço Xisto Bahia sabia o que implicava o impedimento de mais duas edições do FINOREPERTÓRIO, não consultou o Grupo para juntos tomarmos uma decisão que fosse justa, simplesmente informou-nos o ocorrido afirmando que se tratava de uma decisão de uma instância maior, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, órgão que administra o referido espaço, órgão que também administra o Teatro Castro Alves que NÃO fechou as suas portas nos dias 28 e 29 de março em virtude de uma greve de vigilantes.

Eu quero uma justificativa para essa questão!

Plausível, aberta, e lógica!

Como membro do Grupo de Teatro Finos Trapos, como artista de teatro, faço dessas linhas um desabafo, uma respiração.

Preciso de motivos para continuar acreditando que vale a pena ser artista nessa cidade, tantas vezes vendida às vaidades e promoções pessoais, tantas vezes refém de uma falta de tato absurda, de uma total falta de compreensão e de democracia cultural.

Será se esta existe?

Tenho muitas dúvidas...

Acho que fico por aqui, estou disposta a ouvir agora, é assim que se concorda com os coletivos, que se vive em coletivo, com as opiniões e expressões de muitos.

Só sei que não me rendo!

Polis Nunes

Atriz, Licenciada em Artes Cênicas e Graduanda em Produção em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia, sócia fundadora do Grupo de Teatro Finos Trapos, Grupo Residente do Espaço Xisto Bahia – FUNCEB.

ARTIGO DE FRANCISCO ANDRÉ (membro da Finos) - sobre o cancelamento da apresentações de Sagrada Folia nos dias 21 e 22 de março de 2009

"Quando as Máquinas param" ou "O espetaculo tem que continuar"

Março é um mês especial na vida de alguns artistas, pois neste período se comemoram o Dia Internacional do Teatro e o Dia Nacional do Circo. Digo “especial” não apenas por ser uma efeméride comemorativa, mas também por ser mais um momento oportuno para podermos nos deleitar com festejos e reflexões sobre esses ofícios. Não obstante a tudo isso, no último dia 21 de março, eu e meu grupo de Teatro vivenciamos um episódio, no mínimo intrigante.

È sabido por todos que conhecem ou acompanham o trabalho do grupo Finos Trapos que estamos em cartaz com o Fino Repertório no Teatro Xisto Bahia participando da programação oficial do “Marco do Teatro e do Circo”, um dos eventos onde artistas baianos e soteropolitanos celebram as datas aqui citadas. Organizado pela Fundação Cultural do estado em parceria com os grupos teatrais das cidades participantes, desde a sua primeira edição oficial (2008) tornou-se um dos momentos de maior efervescência cultural na capital e no interior. Durante todo o mês teatros, ruas e praças das cidades abrigam inúmeros espetáculos, oficinas e palestras demonstrando o potencial artístico da região e comemorando com muito trabalho essa passagem. Inúmeros grupos que durante o resto do ano realizam seus trabalhos isoladamente nos recantos, guetos e periferias das cidades, emergindo apenas de vez em quando aos olhos da mídia e da maioria da população, levantam pouso rumo a uma pequena, porém importante valorização do seu labor. Alguns até se beneficiam dessa divulgação em massa para conseguir tornar mais rentável suas temporadas, já que divulgação é uma das etapas mais caras e importantes na construção de um espetáculo.

Por isso: “Viva Teatro, Viva o Circo”!... Uma pausa para reflexão.

Enquanto realizávamos o ensaio geral do nosso espetáculo SAGRADA FOLIA, poucas horas antes de adentrarmos o palco para organizar o cenário e executarmos os últimos detalhes da apresentação que seria realizada às 20 horas, a diretora do teatro Xisto Bahia nos foi porta-voz de uma noticia muito ruim: Todos os espetáculos daquele fim de semana deveriam ser suspensos como medida de segurança devido a problemas técnicos daquela casa de espetáculos. O ar condicionado, responsável também para refrigerar o equipamento de luz do teatro, havia se danificado minutos antes da apresentação do espetáculo que antecederia o nosso. Permitir a realização do espetáculo, dentro daquelas condições, além de desconforto colocaria em risco a platéia e os profissionais ali presentes, segundo o parecer dos técnicos do teatro.

Durante alguns instantes todos do grupo ficamos estáticos, boquiabertos, atônitos. Afinal era a primeira vez que o Grupo Finos Trapos deixaria de apresentar um de seus espetáculos. Depois de algum tempo, procuramos junto à diretora e os técnicos encontrar um consenso sobre qual solução seria mais viável. Por fim, concordamos que essa seria a melhor opção realmente. Nenhuma pessoa sensata, por mais que seja aficionado pelo que faz, poderia se opor a uma medida de segurança quando existe risco eminente de um incêndio ou acidente.

O que me deixou perplexo e indignado nesse episódio fatídico não foi a solução encontrada para o problema, pois suspender o espetáculo não era medida desejada por nenhuma das partes envolvidas na questão, mas a mais sensata. O que me deixou insatisfeito e angustiado foi o próprio problema: o aparente descaso com a infra-estrutura dos equipamentos públicos. Fosse a um outro período qualquer, creio que a revolta de todos os artistas envolvidos naquela situação nem seria tanta. Mas isso ocorrer em um evento em que somos convidados a celebrar o nosso oficio, e o procuramos fazer da melhor maneira possível, isso é humilhante.

De quem seria a responsabilidade pela manutenção do teatro? Da empresa prestadora de serviços? Da Fundação Cultural que administra o espaço? Do Estado?

Ora, temos que admitir: acidentes acontecem. E se eles acontecem, poderia acontecer em qualquer momento, com qualquer outra pessoa, seja artista ou não. Mas já que estamos falando de “dia do teatro, dia do circo” enquanto artista e cidadão não posso me curvar diante de uma justificativa que poderia até resolver esse problema isolado se este não estivesse conectado com inúmeros outros que nos deparamos diversas vezes em nosso percurso formativo e trajetória profissional: preconceito, marginalização; escassez de financiamento privado ou apoio institucional; dependência de editais públicos; burocracia e ineficácia das políticas públicas de incentivo à cultura e a exigência de inúmeras contrapartidas sociais para o financiamento; dupla jornada de trabalho, conciliação com uma segunda profissão ou fuga para outras áreas como saída para a falta de estabilidade financeira; concorrência desleal com televisão e o cinema; pouca valorização do teatro enquanto produto turístico economicamente rentável; pouca valorização da Arte enquanto currículo especifico na educação básica e enquanto conhecimento cientifico; dentre tantos outros...

Nós artistas de Teatro há aproximadamente 2.408 (dois mil quatrocentos e oito) anos, (isso só considerando apenas a tradição comprovada do Teatro OCIDENTAL) somos chamados à labuta, porque “O espetáculo não pode parar”. Mas como realizar essa tarefa, considerada por muitos de nós um sacerdócio, “quando as máquinas param”? Como? Se além de ar condicionado para refrigerar equipamentos dependemos de uma outra máquina muito mais complexa: a máquina institucional, vulgo Estado ou qualquer outro mecenas? Até quando teremos que migrar para outros grandes centros,senão para outras áreas, para pleitear trabalho dignamente remunerado e cumprir esse “mandamento teatral”?

O episódio ocorrido no Xisto com a Finos Trapos serve apenas de alerta para continuarmos lutando pelos nossos direitos e espaço. Em nosso cenário atual, há muitas outras coisas além de um “ar condicionado danificado” para se refletir. Recentemente, por exemplo, foi anunciado que esse ano será a ultima edição do PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO, único evento de grande porte que coroava anualmente os profissionais de destaque nas Artes Cênicas da capital baiana. Na II Conferência Estadual de Cultura realizada em Feira de Santana em 2007, As Artes Cênicas, mais especificamente o Teatro, foram eleitas PRIMEIRA PRIORIDADE dos territórios de Identidade cultural, o que possibilita ao Estado Constituído perceber a importância do teatro para nossa cultura, respaldando ainda mais as nossas reivindicações...

Depois de tantas questões efervescentes e polêmicas, devo esclarecer que não quero e nem devo depor contra ou apontar deméritos de eventos como o “Marco do Teatro e Circo” e de algumas iniciativas da Fundação Cultural e do próprio teatro Xisto Bahia. Ao contrário, são em espaços como esses que nos fortalecemos enquanto artistas e classe trabalhadora, demonstrando o potencial de nossas produções e de como conseguimos aliar trabalho e sonho em um mesmo espaço-tempo. Juntos, temos colhido diversas conquistas. O que aumenta ainda mais a nossa fome e sede por mais mudanças e melhorias a fim de criar um verdadeiro mercado de trabalho de Artes Cênicas na Bahia.

Francisco André

Ator, professor de Teatro, Arte/educador, Licenciado em Teatro pela Universidade Federal da Bahia e membro do grupo de Teatro Finos Trapos.

visite também: www.finofrancisco.blogspot.com

sábado, março 21, 2009

URGENTE - re-adequação de datas na temporada de repertório no Xisto Bahia

O ESPETÁCULO
SAGRADA FOLIA
SERÁ REALIZADO EXCEPCIONALMENTE NO SÁBADO:
28 DE MARÇO, 20H

O GRUPO FINOS TRAPOS INFORMA QUE POR PROBLEMAS TÉCNICOS COM O AR CONDICIONADO DO ESPAÇO XISTO AS REPRESENTAÇÕES DE SAGRADA FOLIA NOS DIAS 21 E 22 DE MARÇO TIVERAM QUE SER SUSPENSAS. EM COMPENSAÇÃO NA SEMANA SEGUINTE SERÃO REALIZADOS OS ESPETÁCULOS: SAGRADA FOLIA (DIA 28, SÁB., 20H), AUTO DA GAMELA (DIA 29, DOM., 20H).

A FINOS TRAPOS AGRADECE A COMPREENSÃO DE SEU PÚBLICO. DESCULPAS PELO TRANSTORNO.

segunda-feira, março 16, 2009

SAGRADA FOLIA - FINO REPERTÓRIO - Segundo fim de Semana

Prêmio de Montagem FUNCEB, Prêmio BNB de Cultura, Prêmio Circulação Cultural FUNCEB, 07 Prêmios no Festival Ipitanga de Teatro inclusive Melhor Espetáculo.

SAGRADA FOLIA
QUANDO? Dias 21 e 22 de março, sab e dom HORA? 20h ONDE? Teatro Xisto Bahia (Barris) QUANTO? r$8 (inteira) r$4 (meia)
NÃO PERCA!
SAGRADA FOLIA A saga de uma comunidade sertaneja em retirância que, depois de andar 40 anos pelos sertões em busca de uma terra prometida, interrompe a caminhada e repensa sobre seguir caminho ou desistir da jornada.
Próxima semana tem Auto da Gamela, pelo Fino Repertório, também no Teatro Xisto!

sexta-feira, março 13, 2009

SAGRADA PARTIDA - FINO REPERTÓRIO - Primeiro fim de Semana

Indicação ao Prêmio Braskem do ano passado de Melhor Atriz para Polis Nunes (na foto).

SAGRADA PARTIDA
QUANDO? Dias 14, 15 de março, sab e dom HORA? 20h ONDE? Teatro Xisto Bahia (Barris) QUANTO? r$8 (inteira) r$4 (meia)
NÃO PERCA!
SAGRADA PARTIDA Uma fábula rural sobre a liberdade. Homem, Mulher e Menino, sem rosto e sem nome, vêm, pelo batente da janela, todo seu povoado ser abandonado. Instaura-se a contenda entre ficar e partir.
Próxima semana tem Sagrada Folia, pelo Fino Repertório, também no Teatro Xisto!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

FINO REPERTÓRIO - Em Março de 2009

MARÇO DE 2009 - "Finos Trapos, Abrigo e Morada"

O quê?

Fino Repertório

Onde?

Teatro Xisto Bahia

Quando?

Mês de Março de 2009

Horário?

20h

Quanto?

R$ 8,00 (inteira) R$ 4,00 (meia)

FINO REPERTÓRIO

Dias 14, 15 de Março, sab e dom, 20h, Teatro Xisto Bahia (Barris)

SAGRADA PARTIDA

Dias 21, 22 de Março, sab e dom, 20h, Teatro Xisto Bahia (Barris)

SAGRADA FOLIA

Dias 28, 29 de Março, sab e dom, 20h, Teatro Xisto Bahia (Barris)

AUTO DA GAMELA

Como parte da residência artística no Teatro Xisto e do Marco do Teatro, o Grupo Finos Trapos, através do projeto "Finos Trapos, Abrigo e Morada", entra em cartaz com 03 dos seus espetáculos: Sagrada Partida, Sagrada Folia e o premiado Auto da Gamela. O grupo estará em carataz com o Fino Repertório aos sábados e domingos de março, nas datas especificadas, sempre às 20h, cada fim de semana com um espetáculo diferente, ingressos R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia). Durante o ano de 2009 o Grupo Finos Trapos desenvolve, todos o meses até julho, uma série de atividades que integram seu projeto de residência.
É a primeira vez que a Finos entra em cartaz com o repertório!!! Vai dar para conferir tudo o que a Finos vem produzindo nos últimos anos de trabalho.
SAGRADA PARTIDA Uma fábula rural sobre a liberdade. Homem, Mulher e Menino, sem rosto e sem nome, vêm, pelo batente da janela, todo seu povoado ser abandonado. Instaura-se a contenda entre ficar e partir.
SAGRADA FOLIA A saga de uma comunidade sertaneja em retirância que, depois de andar 40 anos pelos sertões em busca de uma terra prometida, interrompe a caminhada e repensa sobre seguir caminho ou desistir da jornada.
AUTO DA GAMELA Uma troupe de saltimbancos nordestinos chega a um vilarejo sertanês para encenar um dramalhão que conta a epopéia de vida e morte de um menino chamado Francisco, o “Auto da Gamela”.
REALIZAÇÃO: Funceb, Grupo Finos Trapos, Teatro Xisto Bahia.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

De volta ao lerê lerê...

Ixi nossa... Já não era sem tempo! É hora de voltar ao trabalho né? 56 dias depois... Lerê lerê, lerê lerê lerê... Fé na vida! Finos Residência em foco! Em março tem todos os últimos espetáculos da Finos em cartaz. Aguarde!!!